quarta-feira, 10 de dezembro de 2008


“(…) Houve dias luminosos, como os anos de juventude, em que a luz cegava de tão intensa. Houve dias de uma luz ténue e coada, como os anos de maturidade, com um rasto de poeira suspensa no raio obliquo do Sol, que penetrava através da janela e deixava no ar lembranças, sorrisos distantes, nostalgias ainda por arquivar. Houve dias sombrios, de ausência de uma luz pesada e absoluta, que no seu espírito se confundiam com as tragédias e os desgostos que tinham assombrado a casa. E houve dias molhados, com o vidro encharcado de grossas lágrimas de chuva que escorriam livremente até secarem de cansaço junto à madeira gasta do caixilho. E havia, agora, estes dias de névoa, estes anos cinzentos de viuvez, em que a própria vida parecia esperar que ela lhe desse um destino. (…)”

Rio das Flores, pág. 190
Miguel Sousa Tavares


Estou a ler este livro... (e recomendo)... gostei dos tons, do que transmitiu... do que faz sentir e nos faz pensar...
Gostei...

Aguardem-me!

4 comentários:

Pedro Barata disse...

Não gosto desse autor.

Beijocas

O Profeta disse...

Sou coração que segue em silêncio
Nos fios do sublime pensamento
Pela ressurreição de um sorriso
Renasço nas asas do tempo

Esta Terra é degredo dos sonhos
É espelho que distorce o sentimento
É castigo no julgamento do fracasso
É fogo que se cala a todo o momento


Mágico fim de semana



Doce beijo

francis disse...

não aprecio a maneira de escrever livros do MST.
gosto das crónicas.

Nelson A. Soares disse...

Até que gostei... =)


Stay Well

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