sábado, 13 de outubro de 2007

Amor


Aqueles olhos aproximam-se e passam.
Perplexos, cheios de funda luz,
doces e acerados, dominam-me.
Quem os diria tão ousados?
Tão humildes e tão imperiosos,
tão obstinados!

Como estão próximos os nossos ombros!
Defrontam-se e furtam-se,
negam toda a sua coragem.
De vez em quando,
esta minha mão,
que é uma espada e não defende nada,
move-se na órbita daqueles olhos,
fere-lhes a rota curta,
Poderosa e plácida.

Amor, tão chão de Amor,
Que sensível és...
Sensível e violento, apaixonado.
Tão carregado de desejos!
Acalmas e redobras
e de ti renasces a toda a hora.
Cordeiro que se encabrita e enfurece
e logo recai na branda impotência.

Canseira eterna!
Ou desespero, ou medo.
Fuga doida à posse, à dádiva.
Tanto bater de asas frementes,
tanto grito e pena perdida...
E as tréguas, amor cobarde?
Cada vez mais longe,
mais longe e apetecidas.
Ó amor, amor,
que faremos nós de ti e tu de nós?

(Irene Lisboa)

...

Aguardem-me...

2 comentários:

disse...

Um beijo grande minha trola *

(Ontem chateaste-me pouco.. rs :ppp)

***

Isa disse...

té,

cof cof.. ate fikei c saldo negativo rs ;)

ja carreguei o tlm loOl

beijao em tu.. mt mt meigo *

"Se amanhã eu não estiver cá..."

Um texto de uma mãe para um filho, que todas as pessoas deviam ler! Se amanhã eu não estiver cá… “Há dias em que não me é fácil saber q...